Faissal novamente citado em escândalo
Eduardo Gomes
andrade@eduardogomes
A Assembleia Legislativa, mais uma vez na legislatura em curso, está no centro de um escândalo. Nesta segunda-feira, 8, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do deputado Faissal Calil (PL), que é investigado por suspeita de envolvimento com o desembargador do TJ, Dirceu dos Santos, sobre supostas vendas de sentenças. Anteriormente o nome de Faissal esteve entre os acusados de superfaturamento na compra de kits para a reforma agrária com recursos de emendas parlamentares.
A Polícia Federal chegou a Faissal por meio da Operação Gemini, que é um desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga supostas vendas de sentenças no Tribunal de Justiça. Faissal nega envolvimento, mas a Polícia Federal o classifica como ‘braço operacional’ do desembargador Dirceu, que foi afastado do TJ pela Corregedoria Nacional de Justiça, em 3 de março, por supostamente vender sentenças. Em 2017, antes de ser deputado, Faissal foi nomeado assessor Técnico de Projetos e Acórdãos, no gabinete de Dirceu.
Além do desembargador e do deputado, a Polícia Federal investiga também o advogado Bruno Castro. Dirceu, Faissal e Bruno negam as acusações. Faissal não deu detalhes, mas numa conversa rápida com jornalistas disse que “quem não deve, não teme”.
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O Partido Liberal de Faissal não distribuiu nota sobre o episódio. A Assembleia Legislativa também está em silêncio.
Este não é o primeiro escândalo envolvendo o nome de Faissal. Em 24 de setembro de 2024, a Polícia Civil deflagrou a Operação Suserano, com alvo na Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), cumprindo 50 ordens judiciais, das quais 28 mandados de busca e apreensão, e que resultou na demissão do secretário da Seaf, Luluca Ribeiro, e de sua equipe, pelo então governador Mauro Mendes (UP). Suserano revelou que 14 deputados, dentre eles Faissal, estariam envolvidos num esquema de superfaturamento na execução de emendas parlamentares estaduais para a compra de kits para a agricultura familiar, segundo apuração feita pela Controladoria-Geral do Estado (CGE). Esse caso foi prontamente abafado na mídia e o Ministério Público permanece calado.
Foto: ALMT