Politicamente Zé Carlos do Pátio (PV) morreu parcialmente, mas resta a ele uma parte ressuscitável, pois sua amarga derrota foi para deputado estadual – cargo legislativo – que dá sobrevida aos que as urnas rejeitam, como foi o caso dele. Em analogia com o resultado da eleição, caso ele exercesse alguma atividade certamente teria que mudar de profissão, mas na política é diferente, pois o político tem a capacidade de fazer limonada com o limão que a vida lhe oferece. Creio que em 2028 Zé do Pátio deixará a cova figurada onde jaz, pois Lúdio Cabral (PT) deverá ser eleito prefeito de Cuiabá, e ele, na primeira suplência da Federação Fé Brasil (PT/PCdoB/PV) vestirá terno de Sua Excelência, graças ao efeito da vitória do Tetralula.
Candidato à Assembleia, Zé do Pátio recebeu apenas 15.353 votos, mas mesmo assim é o primeiro suplente, pois sua federação teve fraco desempenho e concentrou a força petista nas campanhas dos reeleitos Lúdio Cabral e Valdir Barranco, jogando os demais para as traças.
O prefeito Abílio Brunini (PL) faz uma administração fraca em Cuiabá. Tudo que se fala sobre ele diz respeito ao seu destempero verbal caracterizado por ataques à esquerda, tentativa de proibir o funcionamento de cabarés, investidas contra os ambulantes, mas administrativamente Abílio é um fracasso.
Lúdio com o padrinho Tetralula
À frente de uma administração com pífio desempenho e travando uma guerra desnecessária com o governo do presidente Lula, Abílio não conseguirá se reeleger prefeito, por mais que o bolsonarismo se descabele para tanto. Com a eventual derrota de Abílio na tentativa de reeleição, certamente o prefeito será Lúdio, que pela segunda eleição consecutiva é o deputado estadual mais votado na capital. Lúdio terá as bênçãos do Tetralula, e todos os que bebem água sabem que os gargalos cuiabanos passam pela mão amiga do governo federal, pois o município não tem orçamento para tanto, pois opta por manter na ociosidade milhares de barnabés comissionados.
Lúdio prefeito de Cuiabá em 2028 e Zé do Pátio deputado estadual naquele ano. Em política é assim, uns morrem para sempre outros ressuscitam e a vida segue pelos caminhos da direita e da esquerda, de acordo com a decisão soberana do povo que é juiz que não erra.