Dilmar e a não reinvenção da roda entre Jayme e Mauro

Eduardo Gomes

@andradeeduardogomes

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Pela manhã, nesta quarta-feira (24) conversei com Dilmar Dal Bosco (UP), líder do governo na Assembleia. Depois, no Salão Negro da Assembleia (0nde o ouvi), ele concedeu coletiva cheia de perguntas melosas. Perguntei  sobre o amanhã de Jayme Campos e Mauro Mendes, uma vez que ele foi escalado bombeiros para tentar juntar os cacos,  já que o fogaréu fez um estrago que não pode ser consertado e virou rescaldo. Dilmar me disse o seguinte: “É difícil (a reconciliação), mas não é impossível”. Com seu melhor DNA político, o deputado antes da resposta falou que seu partido nunca disputou vaga em convenção, e que tudo seria resolvido. Diante na minha franqueza, recuou e lapidou a frase do “difícil, mas não impossível”.

Dilmar disse que na quinta (amanhã – 25), Jayme e Mauro se reunirão. Não entendo do “difícil” nem do “impossível” citado por Dilmar. Afinal, o que está em disputa não é ideologia, nem fidelidade partidária e muito menos o interesse de Mato Grosso. Avalio que Mauro e Jayme empunham bandeiras do interesse pessoal – em ambos os casos ampliadas familiarmente, pois o primeiro já lançou a patroa Virgínia Mendes (UP) pré-candidata a deputada federal, e o outro sonha acordado com a reeleição do mano Júlio Campos (UP) para deputado estadual.

Em suma: nada do que aconteça amanhã será reinvenção da roda, não passará pela defesa de Mato Grosso e não irá além da luta de ego nesta terra onde a Imprensa (com as exceções de praxe) tem a profundidade de pires, as redes sociais não se manifestam sobre as questões locais e o vácuo do Estado deixa a roda rodar.

Foto: ALMT

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