Dilmar Dal Bosco, no apagar das luzes de sua liderança do governo na Assembleia Legislativa, disse ao site folhamax.com.br (postagem na terça-feira, 31 de março) que a deputada estadual Janaína Riva (MDB) e seu sogro, o senador Wellington Fagundes (PL) foram os culpados pela intervenção nacional da Federação Solidária que resultou na dissolvição da comissão provisória estadual do PRD e consequentemente na rasteira sofrida pelo seu presidente, Mauro Carvalho. Nenhum dos dois rebateu a acusação do deputado nem distribuiu nota anunciando que tomaria medida judicial. Wellington tem histórico de jogar pesado com adversário, mas Janaína Riva, não, por adotar uma linha parlamentar focada em causas simpáticas e comuns a todos ou quase todos.
A rasteira em Mauro Carvalho atingiu todos os nomes que figuravam nas chapas para deputado federal e deputado estadual pelo PRD. Esse tipo de procedimento, ao estilo coronelesco, é raro em Mato Grosso e nunca aconteceu em tamanha proporção, pois o PRD além de nomes expressivos aguardava outros numa composição governista que em nada interessaria a Wellington, que é pré-candidato ao governo, e a Janaína Riva, pré-candidata ao Senado.
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A intervenção que atingiu o PRD, no entendimento de analistas políticos, é o primeiro dos grandes golpes que deverão acontecer ao longo do processo eleitoral. Wellington, a quem Dilmar Dal Bosco acusa, foi o primeiro deputado federal brasileiro a pedir a cassação de um adversário político:
Wellington degolou Augustinho
CASSAÇÃO – Wellington (PL) e Augustinho Freitas (PTB), ambos de Rondonópolis, tentavam se reeleger para a Câmara em 1994. Os dois eram candidatos natos, mas deveriam autorizar a inclusão de seus nomes à convenção de seus partidos – Wellington o fez, mas Augustinho, não – porque ensaiava desistir da disputa.
Augustinho e Wellington foram reeleitos, mas, antes da contagem da votação, que era em urnas convencionais, e que se arrastava por mais de uma semana, Wellington representou contra o adversário, por sua falha na convenção. Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve a diplomação de Augustinho e a ação foi parar no Tribunal Superior Eleitoral e de lá para o Supremo Tribunal Federal, que cassou o diploma de deputado de Augustinho.
A cadeira de Augustinho foi assumida em 28 de março de 1996, pelo suplente e seu correligionário Murilo Domingos, que se reelegeu em 1998.