Blairo reconhece que seu governo espelhou-se em Pivetta

Eduardo Gomes

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Blairo e Pivetta

 

Blairo Maggi conversou com jornalistas e disse que muito de seu governo foi inspirado na administração de Otaviano Pivetta na Prefeitura de Lucas do Rio Verde. Infelizmente a Imprensa cuiabana – com as exceções de praxe, mas que não enchem Kombi – não enxerga além do perímetro entre o Trevo do Lagarto e o Coxipó, e sua profundidade em alguns casos é mais raso do que pires, condição que a impede de se aprofundar no contexto citado pelo entrevistado. Pois bem! A declaração de Blairo merece ser repassada ao leitor, com clareza e se constitui num testemunho importante no tocante ao afunilamento da disputa pelo Palácio Paiaguás. À fala genérica do homem que foi governador, senador e ministro acrescento a informação de que Transporte e a Educação no governo de Blairo (2003/2009) tiveram o DNA administrativo de Pivetta.

ASFALTO – Antes de Blairo, Mato Grosso tinha acanhada malha rodoviária pavimentada, enfrentava balsas e cidades importantes conheciam asfalto somente pela televisão, cinema e fotos. Essa situação mudou com a criação das PPPs Caipiras, pelas quais o chão preto se espalhou por todas as regiões.

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Quando assumiu o governo, Blairo não conhecia Mato Grosso. Poucos dias antes da posse ele foi a Lucas do Rio Verde ouvir o prefeito Pivetta e a população da região. Pivetta pediu a ele que pavimentasse o acesso da cidade ao aeroporto à margem da MT-449. O governador eleito gaguejou pedindo prazo para analisar a questão orçamentária. Pivetta disse que seu município pedia aquela obra, mas que ao mesmo tempo queria contribuir com o governo e propôs uma PPP Caipira para pavimentar os 94 km da MT-449  – que recebeu o nome de Rodovia da Mudança – de Lucas a Tapurah. Presente no encontro com Blairo, o prefeito de Tapurah, Reinaldo Tirloni, abraçou a causa de Pivetta. Luiz Pagot, que seria o secretário da Sinfra, gostou da proposta. Nasceu ali o Programa Estradeiro que executava obras com e sem PPPs Caipiras e que levou chão preto para Tapurah, Vera, Santa Carmem, Canarana, Acorizal, Juína, Itiquira, Barão de Melgaço, Castanheira, Querência, Novo Mundo, Santo Antônio do Leste, Vale de São Domingos e por onde mais que se possa imaginar.

ESCOLAS – Os governadores que antecederam Blairo não se destacaram pela construção de escolas. Havia muitas unidades escolares precárias, inclusive com piso de chão, paredes de tábuas, sanitários externos construídos sobre fossas, uma vergonha.

Na mesma viagem a Lucas, que resultou na criação das PPPs Caipiras, Pivetta pediu uma escola a Blairo e o levou para conhecer as escolas do município. Blairo caiu o queixo com o que viu. Aquilo era uma rede escolar de primeiro mundo. Escolas em prédios modernos, com ginásio esportivo, piscina, cantina produzindo alimentação saudável e sem que nenhuma tivesse nome de político.

Blairo pediu tempo a Pivetta para atendê-lo com uma escola, porque antes criaria o programa de construção de Escola Atrativa, o que fez em Confresa, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Vera, Rondonópolis, Querência, Novo Mundo, Nova Guarita, Primavera do Leste, Cuiabá, Nova Mutum, Sorriso, Feliz Natal, Sapezal, Mato Grosso afora, incluindo Lucas.

Este é apenas um dos textos onde registro a criação das PPPs Caipiras e a Escola Atrativa. Em 2016 escrevi  um livro sobre o Nortão e a BR-163, onde narro tais fatos. Portanto, reconheço a administração de Pivetta há algum tempo e não o faço como eco das palavras de Blairo, muito embora entenda que elas devem ser reproduzidas. Penso assim, pois presenciei Pivetta com sua visão lançando o desafio das PPPs Caipiras e avalio que Blairo se espelhou em seu modelo administrativo para executar obras que impulsionaram o desenvolvimento e o crescimento do nosso abençoado e ensolarado Mato Grosso.

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