Em Rondonópolis PL divide força e pode ficar sem representante local
Por
Eduardo on 2 de setembro de 2026
Eduardo Gomes
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com
Luciana Horta é levada em banho-maria pelo PL. Fiz esta pergunta ao presidente regional daquele partido, Ananias Filho, numa coletiva concedida por ele, nesta quarta (2), para falar sobre política. Ananias arrepiou ao afirmar que “não”. Observei que ela há muito tempo manifestava o desejo de ser candidata a deputada estadual, e que de última hora a legenda bolsonarista lançou Zé Márcio Guedes para a Assembleia, criando assim a divisão de votos em Rondonópolis para dois nomes locais, o que poderá levá-los a morrer abraçados pela fritura de suas candidaturas que visa apenas a legenda sem considerar a necessidade de eleger representante rondonopolitano.
Num linguajar de executivo eleitoral, Ananias observou que há quatro anos Zé Márcio sonhava com a candidatura para deputado estadual, e que o PL fez um planejamento estipulando o número de candidaturas por município. Mais: o presidente acrescentou que Zé Márcio tem identificação com o bolsonarismo raiz, enquanto Luciana entrou para a sigla após Bolsonaro ser eleito presidente.
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Luciana é médica e recebeu a maior votação para a Câmara Municipal de Rondonópolis nas eleições de 2024, sendo, portanto, campeã em votação para o cargo. Zé Márcio, que para efeito de registro de candidatura adotou o nome de Zé Márcio Guedes do PL, assessora o senador e candidato a governador Wellington Fagundes (PL). No governo de Silval Barbosa (2010/2014) o senador e à época deputado federal Wellington Fagundes integrava o grupo de Silval e indicou nomes para alguns cargos importantes. Um desses indicados foi Zé Márcio, que foi nomeado secretário-adjunto de Pavimentação Urbana. Wellington também indicou Cinésio Nunes titular da Secretaria de Pavimentação Urbana, pasta onde o Ministério Público descobriu vários escândalo de superfaturamento e direcionamento de obras. Cinésio e Zé Márcio assessoram Wellington Fagundes.
Rondonópolis tem 177.492 eleitores e mesmo assim a disputa de candidatos locais para a Assembleia não será fácil para nenhum. Com os dois nomes o PL leva o eleitorado bolsonarista à divisão. Se fosse somente um seria mais fácil. Em campanha, Luciana Horta e Zé Márcio tocam o barco sabendo que além da abstenção terão pela frente candidaturas de outros municípios que garimpam votos rondonopolitanas.
LOCAIS: Dentre os candidatos locais à Assembleia os que reúnem maiores chances são (citação por ordem alfabética):
Alessandra Ferreira (Podemos), primeira-dama e ex-secretária municipal:
Dra. Luciana Horta (PL), médica e vereadora;
Gilmar Fabris (PSD), ex-vereador e ex-presidente da Assembleia;
Júnior Mendonça (PT), vereador e ex-presidente da Câmara;
Neles do Operário (Novo), empresário;
Nininho (Republicanos), à reeleição e foi prefeito de Itiquira por três mandatos.
Sebastião Rezende (UP), à reeleição e cumpre mandato desde 2003;
Thiago Silva (MDB) à reeleição e foi vereador por dois mandatos;
Zé Carlos do Pátio (PV), vereador por três mandatos, três vezes prefeito e três vezes deputado estadual;
Zé Márcio Guedes do PL (PL), foi vereador, é assessor do senador Wellington Fagundes e ex-secretário-adjunto de Silval Barbosa.