Segundo capítulo do livro sobre a vida pública de Júlio Campos

 

EDUARDO GOMES

@andradeeduardogomes

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PREÂMBULO – Posto o segundo dos 10 capítulos do livro que escrevi narrando a vida pública do deputado estadual Júlio Campos (União) – que em boa parte se funde e se confunde com a própria existência dele.

Nove capítulos estão editados e revisados. O décimo e último depende do desenrolar dos fatos políticos, sobretudo quanto à pretensão do seu irmão, o senador Jayme Campos (União), em concorrer ao governo. O governador Mauro Mendes e a cúpula que verdadeiramente dá as cartas no União Brasil não apoia Jayme e defende o nome do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) para o Palácio Paiaguás. Aparentemente, quanto ao sonho de Jayme, Inês é morta. Porém, para o complemento e título da obra não basta a crença de que Jayme dançou: é preciso citar o caminho que os irmãos Campos tomarão e qual será o papel político de Jayme e Júlio.

No cenário de agora não é possível concluir a obra, mas em breve teremos o fim do impasse, o que me permitirá escrever o décimo capítulo e dar o nome ao livro. Aguardem!

Sugiro que leiam o primeiro capítulo neste blog buscando o título: Livro narra a vida e obra de Júlio Campos, o aniversariante de hoje

Observo que o segundo capítulo é ilustrado por cinco fotos, mas que nesta amostragem há somente duas – e lamentavelmente sem o tratamento que lhes foi dado para a obra.

 

Segundo Capítulo

 

Primeiros passos da referência da política mato-grossense 

 

Casal Campos, Isabel e Júlio Campos na posse dele no cargo de governador

Com brilho no olhar o agricultor com a pele esturricada pela inclemência do sol botava fogo na folhagem seca fazendo a coivara para o plantio do arroz com matracas. Não longe daquele trabalho, sua mulher e a filharada num barraco de piso batido, coberto com sapé e paredes de tábuas, estavam abrigados. Muitas vezes acompanhei a vida dura no campo dos pioneiros capixabas e mineiros que na virada dos anos 1960 para 1970 trocavam sua terra pelo sonho de vida melhor na vastidão territorial de Cáceres.

Engenheiro agrônomo, recém-formado, Júlio Campos trabalhou na Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (Codemat), nos projetos de colonização no Alto Rio Branco, então município de Cáceres e onde surgiram as cidades de Salto do Céu, Rio Branco e Lambari D’Oeste. “Na minha função vi agricultores e pecuaristas, donos de pequenas propriedades, cultivando roças de toco e criando gadinho curraleiro nas pastagens formadas em áreas de relevo acidentado”, revelou com uma pitada de saudade.

Ao longo de várias conversas que travamos, Júlio Campos prosseguiu sobre sua trajetória:

Em Várzea Grande o grupo político liderado por meu pai, Júlio Domingos de Campos, o seo Fiote, buscava um candidato a prefeito que empolgasse o eleitorado. Deixei a colonização da Codemat para disputar minha primeira eleição: em 1972, aos 25 anos, conquistei a prefeitura várzea-grandense. Minha companheira de chapa na Aliança Renovadora Nacional (Arena) foi a professora e bancária Josefina da Cruz Coelho, que muito colaborou para o sucesso de nossa administração, e que esteve ao lado de minha saudosa mulher, a professora Isabel Campos participando da execução de vários programas e obras sociais. A ex-vice-prefeita de Várzea Grande, Josefina, nos deixou em 19 de agosto de 2024, aos 85 anos.

Cumpri o mandato de prefeito e em 1978 estava na estrada em busca de apoio para deputado federal. Com 39.814 votos recebi a maior votação ao cargo naquele pleito. De todas as eleições, aquela foi a mais emblemática para mim, pois o convívio parlamentar em Brasília arejou meus horizontes e acendeu uma luz em meu interior, que insistia num alerta para duas ações políticas simultâneas e que fossem desencadeadas o quanto antes: o lançamento de uma campanha pela ocupação do vazio demográfico mato-grossense e a criação de infraestrutura para as demandas que surgiriam com as levas de migrantes que esperava canalizar para a nossa terra.

No final da década de 1970, a legislatura para a qual conquistei uma cadeira, coincidia com uma ebulição migratória nacional com epicentro na região Sul, por uma série de fatores, aos quais se juntavam os bordões do governo federal para despertar interesse pela Amazônia e o Centro-Oeste: Homens sem Terra para Terra sem Homens e Integrar para não Entregar, citou.

No Rio Grande do Sul, colonos retirados das terras indígenas dos caingangues; no Paraná, atingidos pela Hidrelétrica Binacional Itaipu; em Santa Catarina, por sua pequena área territorial, famílias queriam terras agricultáveis maiores na Amazônia ou no Centro-Oeste. Além da busca por espaço por residentes no país, ainda havia um cenário internacional preocupante no Paraguai, onde brasileiros cultivavam lavouras e enfrentavam xenofobia, muito embora fossem identificados com a nação vizinha – integrantes desse grupo eram chamados de brasiguaios.

Brasília fervilhava e nos corredores da Câmara dos Deputados uma das maiores irreverências citadas dizia que o Rio Grande do Sul se dividia entre os que queriam sair e aqueles que não desejavam permanecer. Acompanhando aquele cenário de perto observei que a grande maioria dos sulistas que se mudava, tinha por destino o Norte de Goiás, Maranhão, Pará e o recém-criado Mato Grosso do Sul, com poucos optando por Mato Grosso.

Procurava conversar o máximo possível com meus colegas parlamentares das bancadas gaúcha, catarinense e paranaense, para entender melhor o que estava em curso. Por horas a fio, com interesse e paciência, falava e ouvia Nelson Marchezan e Alceu Collares (ambos do Rio Grande do Sul), Esperidião Amin e Pedro Ivo Cândido (os dois de Santa Catarina) e Euclides Scalco (do Paraná).

Precisava desses diálogos para agir. Somente conhecendo as demandas elementares dos sulistas poderia convidá-los para compartilharem conosco a tarefa de promover o crescimento e o desenvolvimento de Mato Grosso. Mas, não bastava apenas lançar mão do poder do convencimento. Era imprescindível que o governo estadual oferecesse meios que permitissem aos migrantes viverem com dignidade.

Imaginava que não seria fácil deslocar parte da migração para Mato Grosso e isso despertava meu sentimento em defesa de nossa terra. Compartilhava com minha companheira, amiga e esposa, a professora Isabel Campos, meus desejos, dúvidas e a vontade incontida que fazia pulsar forte meu coração. Havia a mística da Transamazônica com suas agrovilas insistentemente mostradas pela propaganda oficial do governo federal, o misticismo de Belém com o Ver-O-Peso, as famosas terras do Norte goiano, e no imaginário popular o bom de Mato Grosso ficou para Mato Grosso do Sul, que tinha infraestrutura melhor, ao passo que a área remanescente era considerada uma região insalubre, sem regularização fundiária e em sua quase totalidade desabitada. Somem ainda contra a Terra de Rondon, a pecha criada pela irreverência da dupla sertaneja e humorística Alvarenga & Ranchinho, nos anos 1940 e que todos os brasileiros conheciam, a tal ponto que até mesmo no bingo ela tinha citação: Lei de Mato Grosso é o 38.

Mato Grosso foi empurrado para uma encruzilhada. Um dos caminhos levava ao continuísmo de sua estagnação. O outro apontava para além da linha do horizonte. Sai da Câmara e entrei no Palácio Paiaguás onde encontrei os meios para abraçar a segunda opção.

Araguaia goiano

Além de preterido e execrado, Mato Grosso enfrentava um permanente sentimento divisionista por parte do Vale do Araguaia, vizinho a Goiás e então mais identificado com aquele Estado. A ligação maior das poucas cidades daquela região era com Goiânia. Ao contrário de Mato Grosso, que utiliza o hectare para dimensionar suas áreas rurais, no Araguaia a referência é o alqueire geométrico de 4,84 hectares, que os araguaienses chamam de alqueire goiano. Até o horário local é diferente de Cuiabá, pois o Araguaia adota a hora oficial de Brasília.

Esse cenário no pós-divisão roubava meu sono. Procurava conversar o máximo possível com o então governador Frederico Campos, homem público honrado, honesto e dedicado à causa mato-grossense. Frederico conduzia um governo austero, mas com poucos recursos orçamentários e que sequer recebia a integralidade dos recursos a que tinha direito face o desmembramento que criou Mato Grosso do Sul.

Frederico Campos era governador eleito pelo Colégio Eleitoral, e em 1982, a eleição direta ao cargo seria restabelecida pelo presidente João Figueiredo. A redemocratização estava em curso. Em 1979 Figueiredo sancionou a Lei da Anistia Ampla, Geral e Irrestrita, mas a abertura política foi gradual. No pleito em 1982 o voto era vinculado, ou seja, o eleitor teria que votar numa chapa partidária, para deputado estadual, deputado federal, senador e governador, podendo, no entanto, votar em branco para um ou mais cargos. Diante disso, mobilizei nosso grupo contra a canibalização eleitoral.

Mato Grosso estava numa encruzilhada: teria que ocupar de imediato os vazios demográficos ou hibernar à espera de outra oportunidade para aumentar sua população. Senti que deveria disputar o governo. Em incontáveis reuniões com amigos, apoiadores, deputados estaduais, deputados federais, senadores, prefeitos, vereadores, lideranças religiosas e empresariais, estudantes, universitários, professores, servidores públicos, sindicalistas e com integrantes das demais categorias do leque social mato-grossense fui lançado candidato a governador.

Minha candidatura pelo PDS não poderia ser apenas uma disputa travada por um jovem político com a oposição. Ela teria que representar o passo decisivo para consolidar a integração territorial da área remanescente. Assim escolhi para compor minha chapa o maior líder político do Araguaia, Wilmar Peres de Farias, nascido em Barra do Garças, de família barra-garcense tradicional, ex-vereador, ex-prefeito e pecuarista. Antes mesmo da eleição, a composição com Wilmar resultou numa grande vitória para Mato Grosso, uma vez que o sentimento divisionista foi reduzido a quase zero. E pela primeira vez o Araguaia chegou ao topo do governo, já que deixei o Palácio Paiaguás em maio de 1986, para disputar e vencer a segunda eleição para deputado federal, e Wilmar assumiu o cargo.

O aluno e o professor

Disposto a concorrer ao governo, sim, mas sabedor do desafio que teria pela frente, também. O principal candidato da oposição foi o padre Raimundo Conceição Pombo Moreira da Cruz ou simplesmente Padre Pombo (PMDB), um evangelizador católico respeitado, professor, intelectual e escritor. Fui aluno de Padre Pombo no Colégio Salesiano São Gonçalo, em Cuiabá e conhecia bem a força de seu carisma, que ele tão bem soube aproveitar na campanha para governador. A oposição teve outros dois candidatos: o professor João Monlevade (PT) e o empresário em Rondonópolis, Anacleto Ciocari (PDT).

O PMDB de Padre Pombo era paixão nacional, carinhosamente chamado de Manda Brasa e tinha à sua frente o lendário Dr. Ulysses Guimarães. Em Mato Grosso, com a disputa polarizada, a tropa de choque peemedebista era formada por Carlos Bezerra, Dante de Oliveira, Gilson de Barros, Edison de Freitas, Márcio Lacerda, José Casal Del Rey Júnior, Isaías Rezende, João Torres, Paulo Nogueira, Kazuo Sano, William Dias, Coronel José Meireles, Fausto de Souza Faria, Odil Moura, Aldísio Cruz, José Lacerda, Hermes Gomes de Abreu, Coronel Estevão Torquato, Cezalpino Mendes Teixeira – Pitucha, Antônio Porfírio de Brito, Uslei Gomes, Rozendo Ferreira de Souza, Antônio Tadeu Martin Escame e Edgar Nogueira Borges. Esse grupo tornou-se ainda mais forte, pouco antes da disputa, quando o MDB incorporou o PP transformando-se no PMDB e arrastando para suas fileiras Louremberg Ribeiro Nunes Rocha, Osvaldo Roberto Sobrinho, Milton Figueiredo, Augusto Mário Vieira, Sarita Baracat de Arruda e Antônio Estolano de Souza. Na condição de ex-aluno de Padre Pombo, buscava inspiração em seus ensinamentos para enfrentá-lo democraticamente.

Para vencer a disputa não bastava somente minha determinação e o apoio familiar de meu pai, seo Fiote, e de meu irmão Jayme Campos. A candidatura teria que receber apoio das forças políticas democráticas remanescentes da  Arena dos idos do bipartidarismo. Para arejar o projeto político e conferir ao mesmo o mais amplo sentido democrático, convidava figuras da oposição para nossas reuniões. Queria que todos conhecessem meus propósitos e me ajudassem. No afunilamento, nosso grupo promoveu um amplo debate antes que a chapa fosse submetida ao diretório regional do PDS. Esse debate conduzido por Frederico Campos teve várias reuniões, sendo que a mais representativa contou com a participação, dentre outros, do meu pai Fiote Campos, vice-governador José Vilanova Torres; dos senadores Benedito Canellas, Gastão Müller e Vicente Vuolo; dos deputados federais Afro Stefanini, Ladislau Cristino Cortês e Bento Lobo; dos deputados estaduais Eduíno Orione, professor Oscar Ribeiro, Roberto Cruz, Zanete Cardinal, Alves Ferraz, Hitler Sansão, Ricardo Corrêa, Aldo Borges, Ary Leite Campos, Ubiratan Spinelli, Moisés Feltrin, Oswaldo Cândido Pereira – Moreno, Cândido Borges Leal Júnior – Candinho e Djalma Carneiro da Rocha; e Garcia Neto, Jonas Pinheiro, Gabriel Novis Neves, Salem Zugair, Paulo Pitaluga Costa e Silva, Gustavo Arruda, Célia Orione, Ana Maria da Costa Faria – Nana, Hilton Campos, Mário Candia, Walter Ulysséa, Jorge Yanai, Celcita Rosa Pinheiro, Valdon Varjão, Miguel Ninomiya, Anildo Lima Barros, Helder Candia, Hélio Brandão, Romoaldo Júnior, Márcio Cassiano da Silva, Germano Zandoná, Ramon Itacaramby, Aecim Tocantins, José Moraes Filho – Beda, Ivanildo Oliveira, Luiz Elias Abdala, Laudelina Rocha de Aquino, Antônio Schommer, Juarez Santos, José Barbosa de Moura – Dedé, Branco de Barros, Arnildo Helmuth Sulzbacher, Hermínio Barreto, Anfilófio Campos, Pedro Lima, João Batista de Almeida – Batistinha, José Pedro Dias – Zé Paraná, Vicente da Riva, José Antônio de Ávila – Zeca, Wanderlei Alves Pereira, Benedito Silva Pinto – Dito Pinto, Lincoln Saggin, Ondanir Bortolini – Nininho, Silvino Moreira da Silva, Ludovico da Riva,  Jair Pereira Duarte, João Moraes, Carlos Augusto de Arruda Gomes, Paulo Borges, Darnes Egydio Cerutti, José Antônio de Almeida – Baú, Homero Alves Pereira, Hélio Cavalcante Garcia, João Batista Teixeira dos Santos, João Guedes, Daniel Martins de Moura, Antônio Francisco Monteiro da Silva – Chico Monteiro, Haroldo Arruda, Gabriel de Mattos Müller, João Tenente, Olinda Saggin, Nereu Botelho de Campos, Aparecido Briante, Tito Profeta da Cruz, Luiz Gonzaga Nogueira Barbosa, Umbelino Alves Campos – Bilu, Osmari Cezar de Azevedo, Sandoval Nogueira de Moraes – Sandu, Antônio Paulo da Costa Bilego, Antônio Ângelo de Medeiros – Toninho,  Humberto Camilo Rodovalho, Raimundo Nonato de Abreu Sobrinho, Agostinho Sansão, Domingos Gonçalves de Paula – Domingão, Heronides Araújo, José Vicente Dorileo – Zelito Dorileo, Theonilo Arruda – Bilo, Guilherme Meyer, Antônio Eugênio Belluca, Paulo Guimarães, Everaldo Simões de Andrade, Alcenor Barreto, José Augusto Martinez de Araújo Silva, Manoel Ferreira de Andrade – Manoel do Presidente, Wilson Falcão Moreira da Silva, Serafim Adalberto Ticianeli, Filemon Limoeiro, Ubiratan Custódio, José Humberto Macedo, Ivo Cuiabano Scaff, Ricardo Leão Cambraia, Geraldino Dal Maso, Sango Kuramoti, Gilmar Fabris, Pedro Henry, Renê Barbour, Eduardo Gomes da Silva, Juarez Toledo Pizza, Ignácio Schevinski Netto, Wellington Fagundes, Vilson Ascari, Jamiro Formigoni, Yenês Magalhães, João Petroni, Olídio Pedro Bortolas, Lídio Magalhães, Adilson Reis, José Leite de Barros – Zezinho, Airton Reis, Devanir Valim de Melo, Wanderlei Farias Santos, Lélio Teixeira Coelho, Isaías Tinoco – Sossó, Rodomildo Rodrigues Silva e Altair Vieira Mundim.

Nessa reunião, além de apresentar Wilmar Peres compondo minha chapa ao governo pelo PDS, oficializei uma notícia que era comentário geral: o embaixador Roberto de Oliveira Campos, meu parente, seria nosso candidato ao Senado. Presente, pela primeira vez, Roberto Campos abraçou centenas de coestaduanos e companheiros políticos.

Eleito e diplomado, assinei o ato formal. De Frederico Campos recebi a faixa governamental, passei em revista a tropa da Polícia Militar, e a Assembleia Legislativa oficializou minha posse. Findas as solenidades, na solidão do poder em meu gabinete debrucei-me sobre um mapa de Mato Grosso e confiante pensei: há muito para se fazer e o começo é agora, porque meu governo terá um bordão ousado: “40 Anos em 4”.

O resultado abrangente da eleição foi favorável ao meu governo que começava. Conquistamos a cadeira no Senado com Roberto Campos, onde já contávamos com os senadores Benedito Canellas e Gastão Müller. Empatamos com o PMDB no número de representantes na Câmara. Elegemos Bento Porto, Jonas Pinheiro, Maçao Tadano e Ladislau Cristino – Lalau; eles foram vitoriosos com Gilson de Barros, Dante de Oliveira, Márcio Lacerda e Milton Figueiredo. Na Assembleia elegemos 13: Ubiratan Spinelli, Ary Leite de Campos, Zanete Cardinal, Ricardo Corrêa, Alves Ferraz, Professor Oscar Ribeiro, Djalma Carneiro da Rocha, Pedro Lima, Roberto Cruz, Antônio Schommer, Kikuo Ninomiya Miguel, Chico Monteiro e Benedito Santiago. O PMDB conquistou 11 cadeiras com Osvaldo Sobrinho, Rodrigues Palma, Joaquim Sucena, Ernani Martins, Roberto França, Antônio Ferreira Neto, João Bosco, Walter Fidélis, Samuel Greve, Kazuo Sano e Luiz Soares. Também, em 1982, foram eleitos prefeitos. Com Jayme Campos, nosso grupo venceu a disputa em Várzea Grande, o maior município, e o PMDB, com Carlos Bezerra, foi vitorioso em Rondonópolis. Os prefeitos das capitais, municípios da faixa de fronteira e das áreas de segurança nacional eram escolhidos pelo governador. Nomeei Ana Maria Farias, a Nana, prefeita de Cáceres. Juntamente com minha posse no governo, o empresário Anildo Lima Barros assumiu a Prefeitura de Cuiabá. Anildo renunciou em 22 de julho de 1985. O vereador Wilson Coutinho assumiu o cargo e o transmitiu em 1º de janeiro de 1986 a Dante de Oliveira (PMDB) que conquistou o poder pelo voto direto.

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