Amazônia Legal: desmatamento prevalece em torno de áreas protegidas
Fabíola Sinimbú – Agência Brasil
BRASÍLIA
As unidades de conservação estaduais e terras indígenas no Amazonas estão entre as mais pressionadas pelo avanço da devastação. O relatório Ameaça e Pressão em Áreas Protegida divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revela a pressão interna de desmatamento nas unidades de conservação federal.
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Os dados indicam um cenário complexo onde, embora as áreas federais enfrentem alta pressão externa (ameaças), as áreas protegidas estaduais frequentemente apresentam uma dinâmica de devastação mais intensa, por vezes superior ou equivalente, tanto no seu interior quanto no entorno.
O último relatório da série histórica, iniciada em 2017, analisa as ocorrências de desmatamento na área, entre outubro e dezembro de 2025, a partir de imagens de satélite com recorte de 10 quilômetros quadrados, chamadas de células, em todo o território. A partir das imagens são identificadas as áreas protegidas e os entornos com maior concentração de células onde há ocorrência de desmatamento.
“O que a gente considera ameaça é o que acontece próximo às áreas protegidas, partindo do limite, tanto da Terra Indígena [TI] quanto da Unidade de Conservação Federal [UC], em até 10 quilômetros, que também é conhecido como zona de amortecimento. O que acontece dentro dos limites das áreas protegidas já é considerado pressão, que quer dizer que o desmatamento já está invadindo o território”, explica a pesquisadora do Imazon, Bianca Santos.
As unidades de conservação estaduais e terras indígenas no Amazonas estão entre as mais pressionadas pelo avanço da devastação. O relatório Ameaça e Pressão em Áreas Protegida divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) revela a pressão interna de desmatamento nas unidades de conservação federal.