Eliana Alves Cruz questiona ausência de autoras negras no Jabuti
Cristina Indio do Brasil – Agência Brasil
RIO DE JANEIRO
A escritora, jornalista e roteirista Eliana Alves Cruz queria ser escritora desde os 11 anos, mas levou tempo até acreditar que poderia transformar a vocação em profissão.
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A relação com a literatura foi alimentada dentro de casa, pelo pai e pelas avós, que gostavam de contar histórias. Ao longo dos anos, Eliana encontrou no jornalismo uma forma de exercer a escrita e, ao mesmo tempo, garantir o sustento.
Foi após adoecer, em 2009 e 2010, em decorrência de uma rotina exaustiva de trabalho como jornalista, que ela decidiu se dedicar às pesquisas que dariam origem ao seu primeiro livro de sucesso, Água de Barrela. A obra conta a saga de sua família, descendente de africanos escravizados trazidos para o Brasil.
Com o livro, venceu a primeira edição do Prêmio Literário Oliveira Silveira, promovido pela Fundação Cultural Palmares, em 2015. A conquista foi o incentivo de que precisava para se dedicar à literatura. Desde então, outros livros e premiações consolidaram sua trajetória e reforçaram a decisão de seguir o caminho da escrita.

A escritora, jornalista e roteirista Eliana Alves Cruz queria ser escritora desde os 11 anos, mas levou tempo até acreditar que poderia transformar a vocação em profissão.