Odílio Balbinotti ministro da Agricultura em caso de vitória de Flávio Bolsonaro. Vejo com naturalidade e lógica essa possibilidade. Porém, divulgar que Mauro Mendes é cotado para o ministério de Bolsonaro – repetindo que em caso de sua eleição – não faz sentido.
Mato Grosso praticamente não tem peso político nacional. Porém, sua condição de campeão nacional do agronegócio e pela relação que Balbinotti mantém com o clã Bolsonaro, seu nome ganha musculatura para o ministério, por mais que o Paraná o deseje.
Balbinotti seria ministro por sua ligação com os Bolsonaro, mas levaria na bagagem sua condição de grande empresário do agro, com visão sobre a realidade nacional e o mercado internacional, além de ser agrônomo e de ter coordenado a campanha presidencial em Mato Grosso – isso sem falar na sua generosidade financeira doando milhões para candidaturas de direita, inclusive a do Mito. Além disso, ele é primeiro suplente do senador eleito Zé Medeiros (PL), que é do time de carne e unha com o Mito.
Mauro Mendes não tem a menor chance de ocupar ministério. Evidentemente Flávio comporá com o União Brasil, o partido do senador eleito e, segundo a mídia amiga, a um passo de ser ministro. Numa negociação assim prevalecerão nomes dos estados com maior eleitorado e Mato Grosso ficaria fora da possibilidade de indicação do nome.
A mídia, com as exceções de praxe, tem mania de generosidade com os poderosos locais. Em 1998 repórteres mato-grossenses não economizavam textos botando Dante de Oliveira na chapa que Fernando Henrique Cardoso montaria para tentar a reeleição. Numa reunião do PSDB em Brasília, Dante ficou na primeira fila do auditório enquanto FHC, Serra, Aécio, Tasso e outros cobrões ocupavam a mesa. Em tom otimista a Folha do Estado estampou em manchete no dia seguinte: “Prestigiado, Dante fica na primeira fila”. A bajulação continua com Mauro Mendes.
Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar.
AceitarLeia Mais