Boa Midia

Mercado seletivo

Elesbão Moreno da Fonseca*

CUIABÁ

 

O mercado, bolsa e câmbio, mostrou-se radiante de alegria com o resultado eleitoral do primeiro turno. Esse mesmo mercado nem se toca quando esse governo atual colocou no agronegócio 550 bilhões de reais. Nem se importa com o valor da renúncia fiscal do governo. A renúncia fiscal está a um clique, (https://sites.tcu.gov.br/fatos-fiscais/renuncia_fiscal.html) e mostra que é de 646 bilhões de reais.

Não prima pelo patriotismo, pois o candidato do mercado foi aos EUA oferecer, despudoradamente, nossas riquezas, com destaque para as terras raras. Disse, em inglês, que o Brasil faz parte da solução dos problemas americanos. Quem foi que autorizou esse candidato a ir para os EUA, num comportamento sabujo, oferecer a riqueza dos brasileiros para o Trump.

O bolsa família, gastos com os mais pobres, incomoda o mercado, fere o mercado. O bolsa Trump, o bolsa EUA, não incomoda em nada essa entidade que ama a pátria americana. Pátria deles, mercado brasileiro, naturalmente. Estamos correndo risco de nos tornarmos uma Venezuela, sem necessidade de operação militar. O candidato, bovinamente, escangalha a soberania nacional, a identidade nacional. Nada que ao menos, remotamente, lembre um compromisso cívico com a terra onde nascemos.

Vassalagem, sabujice, não há como definir isso sem usar palavras duras, mas, que revelam o grau de cretinice cívica. O presidente, é ocupante institucional do cargo mais importante da república. Exige-se, para o cargo, o mínimo de compromisso com a identidade nacional e que ele esteja disposto a defender o povo brasileiro. Pátria amada, que te oferecem como moeda barata de troca visando benefícios pessoais, individuais. Deputado fujão que mora nos EUA, já disse que um bombardeio americano nas sagradas terras nacionais o deixaria muito feliz. Esse deputado é irmão do candidato entreguista e filho do ex presidente que se declarou apaixonado pelo povo americano e bateu continência para a bandeira americana.

Nas tragédias de extermínio da juventude negra nem uma palavra, nem um gesto de solidariedade para as famílias. São negros, pobres e periféricos. A carne mais barata do mercado, na canção interpretada por Elza Soares. Pobre Brasil. Pobre pátria amada. Tomara mudem o modo de ver a nossa pátria. Que experimentem um pouco da honradez e amor de um Tiradentes, a capacidade de se indignar de um Castro Alves. Esperemos, embora sem muita fé.

*Elesbão Moreno da Fonseca – Engenheiro civil e músico

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