Boa Midia

MEU VOTO – Longe da maléfica polarização

Eduardo Gomes

@andradeeduardogomes

eduardogomes.ega@gmail.com

 

Ronaldo Caiado

Em todas as eleições publico artigo revelando meus votos. Nesta não seria diferente, mas escrevo um artigo para cada voto,  aleatoriamente. A primeira publicação foi sobre uma das vagas ao Senado; na segunda focalizei a disputa para a Câmara dos Deputados; e esta é sobre o voto para a Presidência da República.

Mato Grosso assimilou bem a divisão de forças moldada para polarizar a disputa presidencial – com desdobramentos estaduais e municipais – entre o culto ao mito Jair Bolsonaro e o bom velhinho Lula. Assim surgiram a direita e a esquerda de artificialidade com cada segmento se sentindo o bem e debitando o mal aos adversários. Tenho defeitos, mas nem por isso engrosso o coro da insanidade. Fico com a razoabilidade, o pé no chão e a crença de que mais dia menos dia este ciclo será apenas uma página de desencontro virada pelo tempo.

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Em 2018 internet não fazia parte do meu cardápio, muito embora trabalhasse com computadores digitando textos. Desconhecia campanha eleitoral virtual. Sabia quem era Lula e não votaria nele. Vi Bolsonaro uma vez e o entrevistei em Cuiabá no ano de 2015; tive a pior impressão dele, que deixou claro em suas respostas que entendia tanto de Mato Grosso quanto chinês de samba, mas mesmo assim fui seu eleitor – sem entusiasmo – por acreditar que ele montaria um ministério competente, como prometeu. Em 2022, no primeiro turno votei em Ciro Gomes (PDT) e me abstive do voto no segundo turno, porque o anularia para me ver livre de Bolsonaro e Lula.

Em 1989 no primeiro turno votei em Ronaldo Caiado (PSD), por acreditar na sua proposta de governo. No segundo turno anulei para não votar em Lula nem em Collor.

Caiado novamente é candidato a presidente e terá meu voto. Vejo nele a firmeza necessária e que se faz preciso para botar o Brasil nos trilhos, e não somente Brasília, mas a Nação como um todo, sem excluir o Judiciário, Ministério Público, Congresso, os inócuos tribunais de contas, o sindicalismo e o perverso sistema financeiro.

Creio que ao dizer “não” a Lula e ao herdeiro Bolsonaro o Brasil recebe meu “sim” de esperança, pois uma nação de tamanho porte, com recursos minerais, produzindo alimentos, com um conjunto econômico que a faz liderar o Hemisfério Sul e habitada pela gente brasileira não pode perder a crença de dias melhores.

Não me sentiria confortável votando em Lula ou no herdeiro Bolsonaro. Jamais votaria em algum deles, mas imagino que o perfil de Lula, no campo social, supera o herdeiro Bolsonaro. Avalio como risco tanto a continuidade do governo Lula quanto o surgimento da administração do herdeiro Bolsonaro. Nenhum nos dá exemplo de honestidade e de defesa pátria e, além disso, ambos criaram círculos de apoiamento que nos arrastam ao mar de lama.

Lula é a imagem mais nítida da corrupção, pelos que o cercam e o enriquecimento de seu filho Lulinha.

O herdeiro Bolsonaro pertence ao clã que comprou 51 imóveis e os pagou em cash; que recebeu milhões de origem ilícita para produzir um filme sobre papai. O Mito, que domina os Bolsonaro, debochou da população durante a pandemia, sobretudo a manaura; zombou da ciência; e levou o país para o isolamento diplomático quebrando uma grande tradição brasileira, que é a diplomacia.

O Mito não executou nenhuma obra em Mato Grosso, exceto uma ponte sobre o rio Araguaia, na BR-242, em Luiz Alves (GO), mas que não teve a capacidade de construir 200 km de rodovia sem pavimento para ligar a ponte à BR-158, em Ribeirão Cascalheira. Ele, também lançou a obra da ferrovia FICO, que foi pactuada no governo do presidente Temer, para um investimento cruzado da mineradora Vale.

Lula construiu a rede de institutos federais de educação (IFMT), exceto o da região central de Cuiabá e o da Serra São Vicente. O Mito nada fez no campo da educação.

Critérios administrativos à parte, pois ninguém é obrigado a saber administrar, o pior de tudo foi o alto grau de corruptabilidade de políticos mato-grossenses e empresários, sempre atrelados ao poder do presidente da República. Todos os citados, indiciados, condenados e presos negam participação nos esquemas em Brasília – essa gente continua em cena apoiando Lula ou o herdeiro Bolsonaro.  Na Máfia das Ambulâncias ou Sanguessugas, no esquema de importação de arroz pela Conab, no Petrolão, no Dnit, nas emendas ocultas e em outras páginas policiais estiveram presentes num ou mais escândalos as autoridades e ex-autoridades mato-grossenses (citadas por ordem alfabética) que exercem ou exerceram mandatos na esfera federal, ocupam ou ocuparam cargos relevantes ou prestaram serviço empresarial: Antero Paes de Barros, Carlos Bezerra, Celcita Pinheiro, Cidinho dos Santos, Darci Vedoin, Eliene Lima, Ezequiel Fonseca, Jayme Campos, Juarez Costa, Juscelino Dourado, Lino Rossi, Luiz Antônio Trevisan Vedoin, Neri Geller, Nilson Leitão, Pedro Henry, Ricarte de Freitas,  Rodrigo Figueiredo, Rosa Neide, Telma de Oliveira, Thiago Santos, Serys Slhessarenko, Valtenir Pereira, Wellington Fagundes e Wylerson Moreira da Costa.

Em suma, as duas cúpulas – de direita e esquerda – e seus seguidores mais elitizados em Mato Grosso não apontam a qualidade do voto dado a alguma delas. Fico longe dessa gente. Voto Caiado que acena com a depuração e o Brasil para os brasileiros.

1 comentário
  1. Inacio Roberto Luft Diz

    Perfeito. Merece o voto.

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