Antes que a violência vire silêncio
Camila Bernal Barreto*
CUIABÁ
Falar sobre feminicídio é falar sobre uma violência que, muitas vezes, começa muito antes do crime. Começa no controle disfarçado de cuidado, no ciúme apresentado como prova de amor, nas palavras que diminuem, no isolamento, na culpa e na perda gradual da liberdade.
É preciso deixar claro: nenhuma mulher é responsável pela violência que sofre. O feminicídio é responsabilidade de quem pratica a violência. Mas acredito que existe um importante caminho de prevenção que passa pelo autoconhecimento.
É nesse ponto que entram as terapias que fazem parte do meu trabalho.
Como consteladora Familiar, mestre em Sistema Arcturiano e em Shamballa, busco ajudar mulheres a olhar para a própria história, reconhecer padrões emocionais e compreender comportamentos que, muitas vezes, foram naturalizados ao longo da vida.
Não se trata de encontrar culpados ou de dizer à mulher que ela escolheu errado. Se trata de ampliar sua consciência para que ela consiga perceber aquilo que, por muito tempo, aprendeu a ignorar.

Falar sobre feminicídio é falar sobre uma violência que, muitas vezes, começa muito antes do crime. Começa no controle disfarçado de cuidado, no ciúme apresentado como prova de amor, nas palavras que diminuem, no isolamento, na culpa e na perda gradual da liberdade.