Bagre Fagundes para sempre em Mato Grosso
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com
No Rio Grande do Sul, onde você perguntar quem foi Bagre Fagundes todos saberão dizer. Não importa se a pergunta é feita em Porto Alegre, Alegrete, Tenente Portela, Cruz Alta, Gramado, Torres, Passo Fundo, Santa Maria, Canoas, Cacique Doble, Farroupilha, Selbach, Santo Ângelo ou onde mais se possa imaginar que seja berço gaúcho. Mais ainda, não faltarão aqueles que responderão entoando seus versos poéticos, pátrios e mais bonitos estraídos do Canto Alegretense, que leva as digitais de sua criatividade:
Não me perguntes onde fica o Alegrete /
Segue o rumo do teu próprio coração /
Cruzarás pela estrada algum ginete /
E ouvirás toque de gaita e violão /
Bagre Fagundes é o nome popular que ganhou o compositor, músico, folclorista, militante da democracia, advogado e vereador Euclides Fundes Filho, que foi a maior alma gaúcha em prosa em verso. Nascido em Uruguaiana no dia 3 de outubro de 1939, Bagre Fagundes aos 86 anos nos deixou. No domingo, 2 deste mês de agosto, ele fechou os olhos para sempre. Seu corpo foi velado no Salão Negrinho do Pastoreio, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho, na capital gaúcha, onde foi cremado.
Descanse em paz Bagre Fagundes! Em Mato Grosso, no centro da América do Sul, seus coestaduanos cultivam sua arte, entoam seus versos. Você viverá para sempre na tradição de sua gente, que há mais de meio século exerce um papel fundamental na terra mato-grossense que adotaram e foram por ela adotados.
Os gaúchos que fazem ecoar pelos quatro cantos da Terra de Rondon o Canto Alegretense trouxeram arte e costumes que se incorporaram ao cotidiano do solo que os recebe, promoveram e promovem desenvolvimento e crescimento, são importantes em todas as área. Você vive no pulsar do coração de cada um deles.
Sua poesia se faz ouvir de Vila Rica a Comodoro, de Apiacás a Ponte Branca, de Aripuanã a Guarantã do Norte; no coração do Brasil, em Água Boa; no centro geogésico da América do Sul, em Chapada dos Guimarães; no apito do trem, em Rondonópolis; no gergelim, em Canarana; na suinocultura, em Tapurah; no ouro, em Peixoto de Azevedo; no diamante, em Poxoréu; nas águas quentes, em Barra do Garças; na boiada, em Pontes e Lacerda e Juara; na soja, em Sorriso e Campo Novo do Parecis; na indústria têxtil, em Campo Verde; nas praias do Araguaia, em Cocalinho e Luciara; na verticalização urbana em Cuiabá; no calcário, em Nobres; na imensidão da fronteira em Poconé, Cáceres, Porto Esperidião, Vila Bela da Santíssima Trindade e Comodoro; nos ensinamentos de Dom Pedro Casaldáliga, em São Félix do Araguaia; no Mural da Santa Ceia, em Colíder; nas redes artesanais, em Várzea Grande; nas ruas onde xomanos se cruzam com gaudérios; no sorriso puro das crianças que vivem sob o céu azul mais bonito.

Um poeta trovador da dimensão de Bagre Fagundes não morre nunca para Mato Grosso, a terra para onde vieram milhares de seus coestaduanos, aqui representados por:
No Rio Grande do Sul, onde você perguntar quem foi Bagre Fagundes todos saberão dizer. Não importa se a pergunta é feita em Porto Alegre, Alegrete, Tenente Portela, Cruz Alta, Gramado, Torres, Passo Fundo, Santa Maria, Canoas, Cacique Doble, Farroupilha, Selbach, Santo Ângelo ou onde mais se possa imaginar que seja berço gaúcho. Mais ainda, não faltarão aqueles que responderão entoando seus versos poéticos, pátrios e mais bonitos estraídos do Canto Alegretense, que leva as digitais de sua criatividade: