Derrota na convenção aposenta Jayme Campos e Júlio Campos
Eduardo Gomes
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Os irmãos Jayme Campos e Júlio Campos, ambos do União Brasil, vão para casa, saem da vida pública depois de mais de meio século exercendo e disputando mandatos. A aposentadoria acontece após Jayme Campos ser derrotado na convenção de seu partido, disputada nesta quinta-feira (30) em Cuiabá, onde a legenda decidiu que ao invés de disputar o governo apoiará o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) que tentará novo mandato. A informação sobre a aposentadoria partiu de Júlio Campos, momentos antes da votação. Júlio Campos afiançou que se os convencionais não homologassem o nome de Jayme Campos para o governo, eles iriam para para casa, pois a derrota seria um ato de rejeição a ambos.

Por 30 votos favoráveis ao apoio a Pivetta e 19 pela candidatura de Jayme Campos para governador, o partido passou a régua na fase convencional e agora pedirá os registros de candidatura ao TRE.
Na convenção Mauro Mendes teve o nome homologado para disputar o Senado, mas não compôs sua chapa. Virgínia Mendes, mulher de Mauro Mendes, está na chapa da federação União Progressista (União e PP) para a Câmara dos Deputados, mas essa chapa ainda não teve todos os nomes definidos. Também não foram definidas todas as candidaturas para a Assembleia. Deputado estadual e vice-presidente da Assembleia, Júlio Campos foi um dos nomes homologados à reeleição. Porém, com o anúncio de sua aposentadoria, sua escolha torna-se inóqua.
FABINHO – Entre parentes, amigos e políticos de seu grupo o deputado federal Fábio Garcia (União) é chamado de Fabinho. Mauro Mendes teima em lançá-lo para vice na chapa de Pivetta, por duas razões e nenhuma prevalente: Fabinho não sendo candidato à reeleição cria possibilidade para a eleição de Virgínia Mendes; com ele disputando ela praticamente não terá chances. Além disso, Fabinho é fiel politicamente a Mauro Mendes e caso Pivetta seja eleito e resolva disputar o Senado (ele não pode ser candidato à reeleição, pois seria seu terceiro mandato) Fabinho assumiria o Palácio Paiaguás e não criaria embaraços para Mauro Mendes tentar voltar ao gabinete mais cobiçado de Mato Grosso.

MAX – O presidente da Assembleia e do Podemos, Max Russi, é mais Pivetta do que Pivetta e sonha em lançar um nome de seu partido para vice, muito embora o Podemos aparentemente não tenha ninguém com tal perfil. Max além do dilema de não ter um correligionário ou correligionária para a chapa de Pivetta, articula nos bastidores contra a indicação de Janaína Riva (MDB) para vice. Isso, porque em 2030 naturalmente ela seria sua concorrente ao Paiaguás – onde sonha acordado em chegar.
Sobre Janaína Riva, figuras ligadas a Max dizem que ela se desmoronará se sofrer críticas e questionamentos sobre o histórico de crimes contra o patrimônio público de seu pai, o ex-deputado José Riva, e de sua mãe, Janete Riva, que inclusive teve sua indicação para conselheira do Tribunal de Contas do Estado barrada a pedido do Ministério Público. Essa é a argumentação que se ouve, mas pelo sim, pelo não, é melhor que Max também aposte em Fabinho, já que o amanhã de Mauro Mendes não será tão dourado quanto seu ciclo no poder, quando teve a Imprensa e a Assembleia aos seus pés.
Duas cenas deprimentes na convenção
