Boa Midia

Atenção aos acidentes com animais peçonhentos

Mara Nasrala*

CUIABÁ

Os números divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) acendem um alerta que não pode ser ignorado. Em 2025, foram registrados 3.860 acidentes com animais peçonhentos no Estado. Esses dados representam não apenas estatísticas, mas vidas expostas a riscos graves e, em alguns casos, fatais.

Chama a atenção o fato de que mais da metade dos acidentes ocorreu em áreas urbanas. Isso reforça que o problema não está restrito a zonas rurais ou ambientes silvestres. O crescimento desordenado das cidades, o acúmulo de resíduos, a existência de terrenos baldios e falhas estruturais em imóveis criam condições ideais para a proliferação desses animais, aproximando o perigo do cotidiano das famílias.

Diante dessa realidade, informação e agilidade salvam vidas. Saber como agir em caso de picada faz toda a diferença no desfecho do atendimento. Medidas inadequadas, ainda muito difundidas, como torniquetes, cortes ou uso de substâncias caseiras, podem agravar o quadro clínico. A orientação correta é simples e precisa ser amplamente divulgada. Higienizar o local, evitar qualquer intervenção e buscar atendimento médico imediato.

Outro aspecto que precisa ser reforçado é a importância da resposta imediata após a picada. Em acidentes com animais peçonhentos, o intervalo entre o ocorrido e o atendimento especializado pode determinar a gravidade do quadro. Quanto mais rápido o paciente recebe orientação adequada e suporte médico, maiores são as chances de recuperação sem sequelas. Por isso, estruturas de atendimento ágeis e acessíveis são parte fundamental da estratégia de proteção à população.

Nesse momento, o tempo se torna um fator decisivo. O acesso rápido a serviços de urgência, com equipes treinadas e estrutura adequada, reduz significativamente o risco de complicações e óbitos. Iniciativas que aproximam o atendimento de emergência da população, como o Help Já, cumprem um papel essencial ao oferecer orientação imediata e acionamento rápido de suporte especializado, especialmente em situações em que cada minuto conta.

Além da resposta emergencial, a prevenção continua sendo o caminho mais eficaz. Manter quintais limpos, vedar frestas, sacudir roupas e calçados antes do uso e adotar cuidados simples no ambiente doméstico são atitudes que reduzem consideravelmente o risco de acidentes. O trabalho conjunto entre poder público, serviços de saúde e sociedade é fundamental para transformar informação em prática preventiva.

Os dados da SES mostram que o problema é real, recorrente e crescente. Enfrentá-lo exige preparo técnico, educação contínua e sistemas de atendimento ágeis. Investir em prevenção e em respostas rápidas não é apenas uma estratégia de saúde pública, é um compromisso com a vida.

*Mara Nasrala é diretora executiva da Help Vida

Comentários estão fechados.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia Mais

Política de privacidade e cookies