Na quinta-feira (5) e na sexta-feira, Cuiabá foi inundada com a informação de que a prefeitura botou em circulação 41 ônibus novos para o transporte coletivo, e que todos são equipados com climatização. O prefeito Abílio Brunini (PL) tentou assumir a paternidade da renovação parcial da frota, como se os cofres cuiabanos tivessem bancado a compra dos veículos. Generosa, a imprensa amiga não economizou espaço ao anunciar o feito. Não foi bem assim.
O governo do presidente Lula criou no Ministério das Cidades, o Programa Renova Frota (Refrota), bancado pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), que financia renovação de frota. O mérito pela compra dos 41 ônibus não é de Abílio. Vejamos:
O papel de Abílio nesse caso foi assinar a anuência em nome do município, para que a concessão do transporte coletivo, pela iniciativa privada, obtivesse acesso à linha de crédito para financiamento dos veículos pelo Refrota.
Em resumo, não houve reinvenção da roda. Apenas a incorporação de 41 ônibus Zero KM para o transporte de passageiros em Cuiabá. A compra é boa tanto para os donos dos ônibus quanto para os passageiros; para os primeiros, porque os livra da manutenção dos veículos substituídos – todos com 10 ou mais anos de operacionalização – e para os que passam pela catraca, porque se livram dos calhambeques e embarcam em possantes zerados.
O leitor precisa ficar atento, porque em Mato Grosso o casamento do interesse contratual de sites com os donos do poder sempre resulta em desinformação.
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