Sinjusmat e o jogo de compadre com a Assembleia
EDUARDO GOMES
@andradeeduardogomes
eduardogomes.ega@gmail.com

O Sinsjusmat protesta nos jardins da Assembleia Legislativa, contra a liminar que tornou ilegal a greve que seus sindicalizados deveriam iniciar nesta quarta-feira (21) – por tempo indeterminado – em protesto contra a não aprovação de um reajuste salarial de 6,8% proposto pelo Tribunal de Justiça, aprovado pelos deputados, mas vetado pelo governador Mauro Mendes, que conseguiu convencer os parlamentares a manter seu veto. O protesto é calça frouxa, porque não critica o Parlamento e centra as cobranças somente sobre Mauro Mendes, com algumas citações à liminar.
Gritos de guerra, jingles e paródias musicais deixam Mauro Mendes sobre fogo cerrado. De quando em vez, do carro de som sai alguma citação à liminar concedida pelo desembargador do TJ, Rodrigo Roberto Curvo, que considera o movimento ilegal e estipula pagamento de 200 mil para serem descontados dos salários dos participantes que não respeitarem sua decisão.
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A greve seria um grito dos servidores contra a não aprovação do reajuste, que poderia ser concedido desde que a Assembleia derrubasse o veto de Mauro Mendes, mas por 12 votos a 10 os parlamentares ficaram ao lado do governador deixando de lado o sonho do aumento salarial, para os servidores.
Ouvi a gritaria no carro de som. Quando caminhava para o estacionamento da Assembleia, encontrei-me com Rosenwal, que chegava para dirigir a manifestação. Comentei com ele sobre o estranho silêncio do Sinjusmat sobre a manutenção do veto e a crítica seletiva, que não incluía o Parlamento. Rosenwal desconversou, falou sobre sua recente cirurgia e assegurou que os deputados também seriam criticados. Retorno agora para a manifestação na Assembleia. Lá, saberei se a crítica será a todos os que impediram o reajuste ou se o jogo de compradre continuará, com um prejudicando e fingindo que não prejudicou, e outro sendo prejudicado, mas fazendo de conta que apanhou de outros e não dos deputados.