Boa Midia

CORONAVÍRUS IV – Um caminho inverso pra vacina contra a gripe

Que a vacina inverta o caminho e vá ao homem do campo
Nessa que é a quarta matéria com sugestões ao governador democrata Mauro Mendes e a outras autoridades e dirigentes de entidades pra que o governo entre efetivamente em cena contra o coronavírus,  blogdoeduardogomes propõe que a vacinação contra a influenza, que se inicia deste 23 de março seja estendida a todas as propriedades na zona rural, independentemente seu tamanho, incluindo-se os projetos de assentamentos da reforma agrária, terras quilombolas, comunidades tradicionais, posses e áreas em litígio agrário.

Mato Grosso não se planejou para a pandemia, mesmo com todos os indicativos de que ela mais dia menos dia aconteceria. Agora é uma corrida contra o tempo. Sobre a vacinação ora iniciada, em sua primeira etapa, que se estende a 15 de abril, e voltada especificamente aos idosos e profissionais da saúde, blogdoeduardogomes sugere que em Mato Grosso ela seja levada às propriedades rurais e que atenda, de imediato, com cobertura vacinal, todo o público a que se propõe.

Vacinar – na cidade – o produtor rural e seus funcionários na faixa etária prevista é obrigá-los a se deslocarem até o posto de vacinação urbana mais próximo. Ao invés de disso, em respeito à vida e em nome da lógica o correto seria levar a vacina até esse público, para não deixá-lo vulnerável a contatos urbanos. A vida no campo, de certa forma, por ser comparada ao que os cidadãos fazem na cidade – o isolamento pela quarentena recomenda pelo Ministério da Saúde.

A logística para se atender a essa sugestão é a mais simples possível. Tanto o Sistema Famato (Federação da Agricltura e Pecuária) quanto a Federação dos Trabalhadores da Aricultura (Fetagri) contam com sindicatos que cobrem a base territorial mato-grossense. Uma parceria entre os municípios e essas entidades, com apoio da Secretaria de Estado da Saúde e do Ministério da Saúde resolveria a questão.

Não se trata de pedir atenção especial ao cidadão que mora fora das cidades, pois todos, independentemente de seus domicílios e profissões, merecem atendimento. O que se busca é a a razoabilidade, sem que isso signifique montanha ir a Maomé.

A Famato e suas similares setorizadas, Ampa, Aprosoja e Acrimat nadam em dinheiro e são exemplos de ostentação em suas cúpulas. Todas podem contribuir financeiramente e com a logística para tanto, quer seja diretamente ou por seus sindicatos – exceção que se faz a Acrimat, que se concentra exclusivamente em Cuiabá.

O coronavírus passará, Quando a pandemia se volatilizar a vida terá que ser retomada em sua normalidade nas cidades, mas no campo, nem mesmo sob a ameaça do vírus mortal o trabalho não cessa – nas lavouras e invernadas não há domingo, feriado, férias nem ponto facultativo. Todo dia é dia de pegar no pesado, pois os pecuaristas a produtores rurais sabem de sua importância estratégica para a política mundial de segurança alimentar.

Após o coronavírus os importadores asiáticos, europeus, africanos, americanos e da Oceania continuarão batendo às portas de Mato Grosso por alimentos. O campo seguramente lhes responderá com um sim. Portanto, o Estado Brasileiro tem que voltar seu olhar para o lado de dentro das porteiras das propriedades rurais, onde um rígido calendário disciplina a hora da semeadura, dos tratos culturais e da safra, porque após uma colheita começa o plantio de outra lavoura em rotação de cultura. Também no campo há o tempo certo para a monta natural,  apartação do bezerro e a terminação do animal para abate. É a ciência do olho do dono engordando o boi e fazendo a semente germinar.

O Governo de Mato Grosso não tem equipes de planejamento com visão suficiente para entender essa realidade. O Palácio Paiaguás abriga um amontoado de protegidos por caciques políticos da corrente situacionista e não tem preparo para um momento delicado como agora. O governador democrata Mauro Mendes não ouve vozes fora de seu círculo. Tomara que alguém o alerte para isso, ou que outro dirigente tome a iniciativa de propor atendimento rural nessa fase da vacinação, que nos sítios e fazendas, com a devida aprovação médica, deveria ser estendida aos público universal da campanha, com a inclusão de grávidas e demais pessoas catalogadas para a imunização.

Parceria

 

Álcool doado pelo Sindalcool

Mauro Mendes precisa assumir o enfrentamento e saber reconhecer a importância das parcerias, além, claro, de agradecer aos que colaboram nesse momento. No sábado, 21, o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), Jorge dos Santos, entregou ao Corpo de Bombeiros, em Cuiabá, 15 mil litros de álcool 70%, como parte de uma doação de 200 mil litros produzidos pelas 12 empresas que o integram.

O exemplo do Sindalcool seguramente será seguido por outras entidades e instituições. O momento é de união e não se pode perder tempo. Que a vacinação chegue de imediato à zona rural.

 

(CONTINUA)

Eduardo Gomes de Andrade – Editor de blogdoeduardogomes

FOTOS:

1 – blogdoeduardogomes – Meramente ilustrativa

2 – Tchélo Figueiredo – site público do Governo de Mato Grosso – Arquivo de 21 de março de 2020

 

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